Entende-se por:

“Queijo Picante da Beira Baixa” – o queijo curado,   de pasta dura ou semidura, de cor ligeiramente acinzentada, com textura muito   fechada e quebradiça, sem crosta, obtido por esgotamento da coalhada   após coagulação do leite de ovelha cru, estreme, ou mistura   de leite de ovelha e cabra, por acção do coalho animal e produzido   na área geográfica delimitada de produção. 

Características:

Queijo curado, de pasta dura ou semidura, com teor de humidade de 45 % a 63 %, referido ao queijo isento de matéria gorda e um teor de matéria   gorda de 35 % a 60 % , referido ao resíduo seco.  

Forma:

  • Cilindro baixo (prato), com faces direitas, lisa e bordos definidos, com as seguintes dimensões:
  • Diâmetro – de 10 a 15 cm
  • Altura – de 3 a 5 cm. 

Crosta:

Sem Crosta

Pasta:

  • Textura – fechada.
  • Aspecto – sem olhos ou com pequenos olhos irregulares.
  • Cor – branco-sujo a branco acinzentado.

Aroma e Sabor:

Aroma activo e característico, sabor forte e acentuadamente picante.

Peso:

Queijo Picante da Beira Baixa – DOP – de 0,4 Kg a 1,0 Kg.

Maturação:

Queijo Picante da Beira Baixa – DOP:

  • Condições de ambiente: temperatura de 10º C a 18º C; humidade relativa de 70% a 80%; tempo mínimo – 120 a 150 dias.

Acondicionamento e Conservação:

O material utilizado para acondicionamento destes queijos e que com eles   contacte directamente, tem de ser inócuo e inerte em relação ao conteúdo.

As operações de acondicionamento, fraccionamento e embalagem   devem respeitar as boas práticas de higiene, comerciais e a embalagem seleccionada tem de garantir a conservação de todas as características do produto final, incluindo a forma, durante o período normal de armazenamento   e venda. No caso do Queijo Picante da Beira Baixa apresenta-se ao consumidor embrulhado em folha de alumínio.

Quanto à conservação devem ser conservados e manipulados de forma a evitar alterações das suas características, pelo que as temperaturas de conservação a respeitar são as seguintes:

  • No armazenamento: de 0º C a 5º C;
  • No transporte: de 0º C a 10º C;
  • No retalhista: de 0º C a 12º C.

O uso das Denominações de Origem “Queijo Picante da Beira Baixa – DOP” fica reservado aos produtos que obedeçam às características estipuladas no caderno de especificações, o qual inclui, designadamente, as condições de produção e conservação do leite, higiene da ordenha, fabrico do produto, o saneamento animal e a assistência veterinária, as substâncias de uso interdito, podendo ser utilizada apenas por produtores expressamente autorizados pelo Agrupamento, a Associação dos Produtores de Queijo do Distrito de Castelo Branco e se comprometam a respeitar todas as disposições do respectivo Caderno de Especificações e se submetam ao controlo a realizar pelo Organismo Privado de Controlo e Certificação – OPC BEIRA TRADIÇÃO Certificação de Produtos da Beira, Ld.ª.  

Apresentação Comercial – estes Queijo apresenta-se   no mercado inteiro, ou fraccionado, pré – embalado ou não, na   origem, devidamente rotulado e embrulhado em folha de alumínio.

Rotulagem – para além do disposto na legislação   geral aplicável sobre rotulagem de géneros alimentícios  em vigor, deve constar ainda a menção “Queijo Picante da   Beira Baixa – Denominação de Origem Protegida – DOP”, a   marca de certificação aposta pelo respectivo Organismo Privado   de Controlo e Certificação (OPC), o logótipo comunitário   e o logótipo dos queijos da Beira Baixa. O nome ou denominação   social e morada do produtor não podem ser substituídos pelo nome   de qualquer outra entidade, ainda que se responsabilize pelo produto ou o comercialize.

À denominação de venda “Queijo Picante da Beira   Baixa – DOP” não pode ser acrescida de qualquer outra indicação   ou menção, incluindo marcas de distribuidores ou outras.  

Área Geográfica de Produção a área   geográfica de produção, transformação, conservação   prolongada, corte e acondicionamento para o Queijo Picante da   Beira Baixa (DOP) está circunscrita aos Concelhos de:   Castelo Branco, Fundão, Belmonte, Penamacor, Idanha-a-Nova, Mação,   Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova, Vila de Rei, Sertã e   Oleiros e às Freguesias de Aldeia de S. Francisco,   Aldeia do Souto, Barco, Boidobra, Casegas, Conceição (Covilhã),   Dominguiso, Ferro, Orjais, Ourondo, Peraboa, Peso, Santa Maria, São   Jorge da Beira, São Martinho, São Pedro, Sobral de São   Miguel, Teixoso, Tortosendo, Vale Formoso e Vales do Rio, do Concelho   da Covilhã.

A área de implantação na Região Agrária     do Centro é de 680 258 ha.

Fonte: Min-agricultura